.:: Você é insubstituível ::.

“Todo ser humano passa por turbulências em sua vida. A alguns falta o pão na mesa; a  outros, a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranqüilidade e da felicidade. Que pão falta em sua vida?”

Augusto Cury

 

Já estou quase recuperada. Hoje retirei os pontos e conversei um pouquinho com a doutora. Ela enviou os miomas para biópsia, mas o resultado só chega na semana que vem. Vamos aguardar, né?

bjux e boa semana!!!

:: Postado por tanny® 10h27
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.:: Laparoscopia I parte ::.

Chegamos no hospital Albert Sabin um pouco antes do meio-dia, e meu marido assinou os termos de responsabilidade pela cirurgia e minha internação.

A vídeo-laparoscopia foi marcada para as 13:00 hs do dia 13/02, mas passava das 13:30 hs quando fui levada ao centro cirúrgico. Confesso, eu me sentia apreensiva com a perspectiva da anestesia geral, mas sabia que não podia desistir ou fugir, então queria que tudo acontecesse rápido para eu estar logo de volta à vida... Sabia que Deus estava comigo, mesmo que tivesse que enfrentar “a cova dos leões”, como Daniel, ou a “fornalha de fogo ardente”, como Mesaque, Sadraque e Abednego: Ele me livraria das conseqüências drásticas, se quisesse.

As meninas que auxiliariam o procedimento já estavam ali, brincando comigo para me descontrair. Já foram me ajeitando na mesa, enquanto eu olhava para dois equipamentos circulares que se erguiam enormes logo acima do meu corpo. Logo chegaram o anestesista e os dois médicos: Dra. Helga, minha ginecologista, e dr. Marcelo.

Comecei a me sentir suave a medida que o líquido foi injetado em minha veia. Lembro-me de ter perguntado se eu já estava começando a “apagar” e a resposta foi que estavam administrando só um calmante...

 

- Pronto, pronto... já acabou.

Eu ouvi a voz da Dra. Helga surgindo de algum lugar escuro no espaço, e então me perguntei: acabou? Mas acabou o que?

E então a imagem dos equipamentos circulares começaram a projetar-se diante dos meus olhos bem devagar, me tirando daquele vácuo de idéias, imagens e sentidos... mas eu já tinha sido operada???!!! Como assim? Eu sequer me lembrava de ter ido para o hospital...

Eu quis pronunciar essas idéias, mas minha voz estava sufocada por alguma coisa introduzida em minha garganta... Eu queria tossir, mas nem isso eu conseguia...

- Calma, calma... falta só tirar um negocinho aqui, e então você vai poder falar tudo o que quiser...

Aguardei que me ajudassem... Não conseguia pensar nada direito... Só queria tossir. Isso me faria feliz naquele momento! E não sei precisar o tempo, mas logo me vi tossindo, sem necessariamente “ver” nada daquele ambiente. Sabia agora que já tinha passado pela cirurgia. As lembranças iam retornando aos poucos.

- Respira fundo... – Alguém me orientou. Era uma voz feminina, mas não da doutora. – Vamos, respire... – Uai, mas eu já estava respirando, o que mais ela queria?... Me esforcei para encher o diafragma então, lembrando-me dos exercícios vocais que costumava fazer. Fiz isso umas cinco vezes, antes de ouvir o “pronto, tudo bem” tão esperado.

- Correu tudo bem, Tania, a cirurgia foi um sucesso. Removemos um mioma, e eu vou te mostrar. – Dra. Helga falava entusiasmada. – Só não sei se você vai se lembrar, eu acho que não, mas em todos os casos vou mostrar assim mesmo.

E acreditem, eu vi o mioma... Era branco e estava dentro de um recipiente plástico transparente. Na verdade parecia uma daquelas bolas de massa de pão que minha avó costumava colocar na água para saber se o fermento já estava levedado. Pareceu-me grande, mas como eu estava grogue, indaguei:

- É grande?

- Sim, é grande. – Ouvi a voz dela e vi seus olhos claros e eufóricos me fitando. – Amanhã conversaremos sobre ele. – Dra. Helga parecia sorrir. Não me lembro se estava com a máscara, mas seus olhos bondosos sorriram para mim e me tranqüilizaram.

Então me lembro apenas de “flashes” da minha retirada do centro cirúrgico.

:: Postado por tanny® 23h14
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.:: Laparoscopia II parte ::.

Dizer que tenha sido fácil, não posso. No quarto, acordei com dores intensas na virilha, e um enjôo realmente desgastante. Além do mais, não podia comer nas primeiras horas. Não encontrava posição para relaxar. Não sabia o que fazer com os braços... E aquelas dores... ai, aquelas dores...

Minha colega de quarto Jucélia também já tinha sido operada. Ela retirou o útero. Entre um momento de consciência e outro, vi que ela estava o tempo todo acordada, e perguntei se estava bem. Contei-lhe que não conseguia me manter consciente, e voltava a “dormir”.

Fui despertar mesmo só no horário de visitas, quando Eliel entrou com Victorinha no meu quarto. Que alegria poder vê-los outra vez! Ele se mostrou sorridente quando contou que conversara com a Dra. Helga, e que ela havia lhe dito que a cirurgia fora um sucesso.

Ambos revezaram o horário de visitas com minha mãe, Natanael e Mara. E foi bem no momento em que minha mãe estava no quarto, quando tive meu primeiro vômito! Que coisa horrível... Parecia que eu ia perder a consciência ao colocar o líquido com os gazes da cirurgia para fora. E minha mãezinha, tadinha, ficou com os olhos arregalados! Eu não parecia nada bem... e não me sentia nada bem.

E quando eles foram embora, me vi sozinha com meus pensamentos. Jucélia havia passado mal no horário de visitas, e agora estava meio que “sedada” com a medicação. Tadinha! Ela estava sentindo muitas dores, eu posso imaginar, afinal, retirou um útero inteiro com as trompas!

Eu não conseguia relaxar. Estava sofrendo! Minha virilha latejava, e aquela ânsia de vômito não demorou a voltar. E nada de trazerem alguma coisa para comer. Não sabia se eu ia resistir, afinal, sou hipoglicêmica... Nem pude ir ao banheiro, pois o enfermeiro achou que eu desmaiaria no caminho: trouxe uma comadre para mim e me injetou algo para bloquear a diurese. E agora tinha um agravante: não vinham trocar os meus lençóis cheirando a vômito, o que me virava ainda mais o estômago.

A todo o instante alguém vinha trocar o soro, ou injetar novo medicamento. E mais duas vezes eu vomitei, e só então descobrimos que a dipirona estava me levando aos vômitos. Logo a enfermeira voltou com plasil e a notícia que eu só comeria depois que parasse de vomitar... Tá certo, ela tava morrendo de dó, mas não podia fazer nada a respeito... Me prometeu trocar a roupa de cama e pra mim isso já ajudaria bem. Mas depois que se foi, não voltava nunca! E eu não conseguia dormir... e a pelve latejando, e o estômago queimando... e a madrugada se iniciando... e eu naquelas alturas achando que vomitaria de novo, a qualquer momento...

Mil e um pensamentos faziam minha cabeça girar... e se minha pressão caísse, afinal, eu não podia ficar tanto tempo sem comer. Aquele sorinho não seria capaz de me sustentar, mas não mesmo! E tudo o que eu precisava, era dormir...

E vinha outra enfermeira trocar o soro da Jucélia, e eu implorava para que trocasse minha cama... Eu só queria sentir-me bem, e elas eram simpáticas e atenciosas, mas tinham tantos doentes para cuidar...

As luzes se apagaram, o hospital se aquietou, e nada... e eu ali, um pouco traumatizada com toda aquela situação. Comecei a tremer sem parar! Não sabia se sentia frio ou calor. Comecei a pedir a Jesus que me ajudasse, porque me sentia já no desespero... nem que não comesse, mas aquele cheiro me sufocava, e eu só queria dormir, afinal, meu corpo todo doía e estava mole.

A copeira entrou no quarto com um pacote de bolachas salgadas, um par de torradas e uma xícara de chá. Tive que me esforçar para comer uma única torrada, e tomar um golinho do chá. Simplesmente não descia... Mas eu precisava ficar bem para conseguir me levantar e ir ao banheiro direito. Jucélia também comeu e confessou que estava com dores horríveis, passando mal pra caramba! Mas logo voltou a dormir.

E lá estava eu de novo, a sós com Deus, no escuro do quarto. Pelo menos agora estava alimentada.

Ouvi no andar de cima um chorinho de bebê. Antes ouvi algo que parecia ser um tapa. Certamente alguma mãe havia dado a luz naquele instante. A idéia de ter um bebê naquele momento não me pareceu nem um pouco atraente, e fiquei analisando aquilo. Eu me sentia absolutamente estressada!

Finalmente a enfermeira voltou com lençóis limpos. Acendeu a luz e pediu para que eu me sentasse na poltrona. Não foi nada fácil, o quarto girou ao meu redor... Mas nada era mais importante que aquela troca de cama para mim. Agradeci tanto a Deus e àquela enfermeira, pedi a Ele que a abençoasse por toda a sua vida! Pedi a ela que me ajudasse a ir ao banheiro, e por incrível que pareça, comecei a me sentir capaz de atravessar o quarto sem sofrer um desmaio.

Voltei para a minha caminha logo depois, completamente agradecida a Deus e àquela moça por me proporcionar aquele momento de alívio! E antes que eu dormisse, minha pressão foi verificada. Estava 12/8, incrível, né?

Dormi de barriga para cima, virando o pescoço de vez em quando. E a todo instante acordava, esperando que já tivesse amanhecido... Mas a noite foi longa mesmo, mas pelo menos a queimação no estômago havia melhorado.

 

Dra. Helga me deu alta as nove e meia da manhã, aproximadamente, depois de um breakfast abençoado. Não consegui comer tudo o que trouxeram, mas foi bem mais que uma torrada e um golinho de chá.

Ela me mostrou as fotos dos miomas: eram dois, sendo um bem pequeno, e o outro, bem maior... Não me deu as dimensões exatas e nem o peso, mas era mais ou menos do tamanho de um limão.  Não encontrou focos de endometriose, mas me disse que meu intestino está deslocado, praticamente junto ao útero. Pediu para eu marcar com o gastro, para maiores orientações. Receitou antibiótico, anti-inflamatório e analgésico e me deixou um pokim de molho aqui em casa. Também pediu para voltar em 10 dias para retirar os pontos.

Ainda sinto dores, mas bem menores do que as do primeiro dia. Também estou evitando todos os esforços possíveis, para não haver complicações.

Agradeço a Deus por ter me ajudado a chegar até aqui, à Dra. Helga que foi tremendamente especial comigo, à minha família que tá me mimando muito (mãe, marido e sobrinha), e a todos os meus irmãos em Cristo e amigos que oraram, torceram e até mesmo jejuaram por mim!

 

:: Postado por tanny® 23h06
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.:: Deus de promessas ::.

Música de Davi Sacer, Verônica Sacer e Ronald Fonseca

 

Sei que os teus olhos

Sempre atentos, permanecem em mim

E os teus ouvidos

Estão sensíveis para ouvir meu clamor

Posso até chorar...

Mas a alegria vem de manhã

És Deus de perto e não de longe

Nunca mudaste, Tu és fiel!

 

Deus de aliança, Deus de promessas

Deus que não é homem pra mentir

Tudo pode passar, tudo pode mudar

Mas Tua palavra vai se cumprir

 

Posso enfrentar o que for

Eu sei quem luta por mim

Seus planos não podem ser frustrados

Minha esperança está

Nas mãos do Grande “Eu sou”

Meus olhos vão ver o impossível

Acontecer...

:: Postado por tanny® 00h03
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.:: Lucimara ::.

Ela entrou na minha vida há mais ou menos 5 anos. Tinha sido transferida de outro departamento, e trazia consigo a fama de “pessoa difícil de lidar”. E de fato era. Num instante, meus colegas de trabalho estavam no limite da paciência com o comportamento e a forma ferina que ela tinha de falar.

Com jeitinho fui me aproximando dela... Ouvia a sua infinidade de problemas com muita paciência, e comecei a falar-lhe da minha experiência de vida, e do que Deus poderia fazer na vida dEla, caso ela quisesse viver uma transformação interior.

Mara aceitou, mas diferente do que muitos podem pensar, não foi fácil. Crescer dói, e isso ela provou na pele como resultado dos frutos que havia plantado anteriormente.

Houve momentos que cheguei a pensar que ela não conseguiria. Foi difícil para que as pessoas passassem a enxergá-la como uma nova criatura. E ela mesma sentia dificuldades em amar essas pessoas, em conviver com essas pessoas, em entender essas pessoas, colocar-se na pele dessas pessoas.

Cheguei a pensar em desistir dela. Brigamos. Fui muito dura com ela. Mas incrível como Deus transforma de fato as pessoas, e aquela Mara toda “dodói” parecia mais forte agora, mais determinada a melhorar.

Hoje eu me sinto orgulhosa de tudo o que ela veio conquistando ao longo desse tempo. Tem crescido no conhecimento das coisas de Deus, tem produzido frutos bons em vários relacionamentos, e tem começado a se abrir para outros um pouco mais difíceis. Eu sei que ela tem tudo para chegar lá, afinal, chegar até aqui já foi uma grande vitória.

Mas isso tudo porque ela quis mudar. E não somente quis, mas também como se abriu para isso, mesmo quando ouviu coisas que não queria ouvir, ou quando admitiu coisas que não queria admitir.

Fico feliz em ver sua disposição em aprender sempre, a crescer, a ser uma pessoa feliz e independente, especialmente no seu emocional. E o mais importante: fico feliz em saber que ela é minha irmãzinha em Cristo, que O ama e procura conhecê-lo sempre mais.

Por isso, hoje, esse post vai especialmente para ela: minha amadinha Lucimara!

bjux

 

:: Postado por tanny® 23h43
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Quem sou

Oi! Sou Tania Guilherme, tambem conhecida como Tanny® e amo blogar. Sou casada com o Eliel, naum temos filhos, mas temos um hotweiller super fowfo chamado Atilla. Amo a Deus acima de todas as coisas, familia em segundo e me sinto muito feliz. Adoro cantar, ler, receber emails, ver filmes, passear, inventar, enfim, tudo de bom que esta terra possa oferecer!

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